Apresentação

04/09/2017

"O teatro do oprimido, em todas as suas formas, busca sempre a transformação da sociedade no sentido da libertação dos oprimidos", escreveu Augusto Boal, o pai do teatro do oprimido, em seu livro: Teatro do Oprimido e outras poéticas políticas. Nele, Boal desmembra as estruturas convencionais do teatro e as rearranja em uma mixórdia fluída onde é tênue, por vezes inexistente e por vezes coexistente a linha entre espectador e ator. Onde todos são protagonistas. Onde teatro e sociedade se confundem e transpassam um ao outro.

Através da árvore do oprimido, técnicas e jogos, Augusto Boal desenvolve uma forma de teatro que explora as camadas e relações entre indivíduos e sociedades para criar um novo espectro. Para, como dito por ele: libertar os oprimidos.


Sejam bem vindos ao espect-ator. Parece simples fazer uma apresentação de quem nós somos, mas sua simplicidade o torna difícil. Poderíamos dizer nossos nomes, Igor, Laura, Morgado, Diego e (Rodrigo) Kelvin; poderíamos dizer que somos os desenvolvedores de um blog para uma matéria de poética teatral e vocês os visitantes. Mas vocês, nós...Nós somos mais que isso. Apresentações são difíceis e no máximo apresentam nomes e um currículo, e o teatro do oprimido nos ensina que um individuo é mais do que isso. Cada um de nós é indefinível, cada um de nós é um cérebro, um atleta, um caso perdido, uma princesa e um criminoso.

Atenciosamente, os cinco oprimidos.


(inspirado no filme, O Clube dos Cinco)


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